Edward Witten: O Homem pensa desde sempre que a vida tem um tempo limitado. Quando o universo entrar em colapso, a temperatura aumentará cada vez mais, até nos queimar. Se o universo continuar a expandir-se as estrelas queimar-se-ão e o combustível acabará. Acabarem as estrelas é mais grave do que acabar-se o combustível. [risos] (...). Compreendi que a escolha não era entre congelar ou queimar, mas entre o suplício do fogo e a vida evoluindo para formas inimagináveis. Optei pela segunda escolha, atraiu-me muito mais [risos].
in O Belo e a Consolação
Institute for Advanced Study, Princeton
"Numa tarde de quinta-feira, no mágico Institute For Advanced Study em Princeton, nos EUA, o chá é servido entre as 15h e as 16h30m. Um silêncio total, tanto dentro como fora do edifício. Pensar não faz barulho."
Edward Witten: O conhecimento do universo é um das coisas que dá grande satisfação. Apesar das limitações, esforçamo-nos para adquirir conhecimento sobre ele. Na minha opinião, é um dos passatempos mais satisfatórios. Não sabemos se estamos próximos de uma teoria final, que nos ajude a compreender o universo. Só a tentativa de nos aproximarmos da compreensão enriquece a nossa vida.
(...)
Wim Kayzer: Quais são as palavras básicas? Não é ordenar, não é encontrar uma solução. É harmonia.
Edward Witten: Agrada-me mais a beleza e a harmonia do que ordenar, porque o universo é grande demais para se conseguir ordená-lo. Mas podemos tentar ordenar as noções básicas, mas o que realmente fazemos é alcançar beleza e harmonia. E o poder explicar e compreender mais.
(...)
Penso que deveria ser o belo, a consolação e o respeito. Respeito pelo funcionamento do universo.
15/05/13
"Como escreveu alguém num blog: «A uma dada altura a SIC passou aquele que talvez tenha sido o melhor programa de televisão alguma vez feito.» Entre 1 de maio de 2001 e 15 de maio de 2002 e depois repetido em 2006 a SIC, na rubrica (quinzenal) "Noites Longas", apresentou um programa de entrevistas que tinha como título holandês "Van De Schoonheid en de Troost" no original; "Of Beauty and Consolation" na versão inglesa e "O Belo e a Consolação" na tradução portuguesa (...).
A ordem por que passou na Sic foi: Richard Rorty, filósofo; Simon Schama, historiador; Martha Nussbaum, filósofa; George Steiner, escritor e filósofo; Roger Scruton, filósofo; Stephen Jay Gould, zoólogo e paleontólogo; Edward Witten, cientista e matemático; Steven Weinberg, cientista; Gary Lynch, neuropsicologista; Leon Lederman, cientista experimental; Vladimir Ashkenazy, pianista e maestro; Catherine Bott, soprano; Rudi Fuchs, director de museu; Karel Appel, pintor; John Coetzee, escritor; Elizabeth Loftus, psicóloga; Germaine Greer, escritora; Wole Soyinka, escritor; Yehudi Menuhin, violinista e maestro; Dubravka Ugresic, escritora; Grand Finale (debate em Amesterdão entre alguns dos participantes); György Konrád, escritor; Jane Goodall, escritora e etóloga; Tatjana Tolstaja, escritora e Rutger Kopland, poeta e psiquiatra.
(...)
Apresentada por Wim Kayzer (jornalista , cineasta e escritor) e produzida por Vera de Vries, foi pela primeira vez transmitida pela televisão holandesa VPRO, em 2000.
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Aqui vos deixo para quase todos, os programas de "O Belo e a Consolação", legendados em português, seguindo uma ordem aleatória, com a única certeza que o último a colocar será o debate final." Francisco Grave.