10/05/13

© Maria | Lisboa, 09.05.2013 

"A leitura é uma máquina de fazer pensar. Mergulhar na leitura e depois levantar os olhos. 

O momento em que levantamos a cabeça é o momento que fundou outros livros, filmes... 
Metade do mundo começou aí, nesse exacto momento." 

Gonçalo M. Tavares, ontem e aqui.

2 comentários:

  1. Outra questão de que o Gonçalo falou foi de 3 alegados problemas que afligem as pessoas que não têm o hábito e o prazer da leitura: o isolamento, o silêncio e a imobilidade. Quando na realidade os problemas estão nas suas antípodas: os grupos de que todos devem (à força) fazer parte, por oposição a um individualismo de carga negativa; as palavras, o discurso fútil e inconsequente, o ruído constante; e a velocidade a que tudo anda ou se faz. A popularidade do Facebook face aos blogues é disto um perfeito exemplo.

    Não, parar não é morrer.

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    1. "Enquanto professor, alguém para quem a literatura, a filosofia, a música ou as artes são uma verdadeira substância da vida, como poderei eu exprimir a necessidade que sinto de uma lucidez moral, consciente das necessidades humanas e da injustiça que torna possível uma cultura a tal ponto elevada? As torres que nos isolam são mais sólidas do que o marfim. Não sei a resposta satisfatória para este problema.
      Contudo, temos de encontrar uma resposta. Temos de a encontrar, se quisermos ser merecedores do privilégio desta nossa paixão, do milagre sempre renovado de segurar nas mãos um novo livro...
      (...)
      O silêncio passou a ser um luxo. Só os mais afortunados podem ter esperança de conseguir escapar à invasão da gigantesca parafernália tecnológica." George Steiner, in O silêncio dos livros

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