![]() |
© Bruce Weber | Balthus e Setsuko, 1997 |
"Perder uma coisa é muito triste. Pode supor-se que está mal, que se parte nalgum sítio, que acaba por se degradar. Mas perder um gato: Não! isso não é permitido. Nunca ninguém perdeu um gato. Poder-se-á perder um gato, uma coisa viva, um ser vivo, uma vida? Mas perder uma vida: é a morte!
Pois bem, é a morte.
Encontrar. Perder. Será que o leitor reflectiu bem sobre o que é a perda? Não é apenas a negação desse generoso instante que vem preencher uma espera de que nem o leitor suspeitava. Porque entre esse instante e a perda há sempre aquilo a que se chama - muito desajeitadamente, concordo - a posse.
Ora, a perda, por mais cruel que seja, não pode nada contra a posse, completa-a, se assim quiserem; afirma-a; no fundo, é apenas uma segunda aquisição, completamente interior desta vez e muito mais intensa.
De resto, sentiu-a, Baltusz; já não vendo Mistou, começou a vê-lo ainda mais."
Rainer Maria Rilke, in Mitsou - quarenta desenhos de Balthus
Ora, a perda, por mais cruel que seja, não pode nada contra a posse, completa-a, se assim quiserem; afirma-a; no fundo, é apenas uma segunda aquisição, completamente interior desta vez e muito mais intensa.
De resto, sentiu-a, Baltusz; já não vendo Mistou, começou a vê-lo ainda mais."
Rainer Maria Rilke, in Mitsou - quarenta desenhos de Balthus
"O amor é a ocasião única de amadurecer, de tomar forma, de nos tornarmos um mundo para o ser amado. É uma alta exigência, uma ambição sem limites, que faz daquele que ama um eleito solicitado pelos mais vastos horizontes." [Rainer Maria Rilke]
ResponderEliminarAmo-te,
“I don’t believe in anything, I do believe in you.”
EliminarFrederick Seidel
Beijo-te,