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© Quentin Tarantino | Django, 2012 |
Jamie Foxx: "Ao explicarmos a Christoph Waltz o que acontecia nas plantações, ele dizia 'eu não acredito que isto tenha acontecido', o que é algo maravilhoso para a personagem dele porque ele é uma pessoa que nunca lidaria bem com esta dinâmica mestre / escravo. Eu contava-lhe histórias por que passei quando era novo e ele [Christoph Waltz] abanava a cabeça e eu dizia 'não percas isso porque é disso que precisamos no filme'."
"costumavam enterrar os bebés do sexo feminino vivos, as tribos iam para guerras durante décadas a fio, amaldiçoando-se mutuamente em poemas, escravizando pessoas, sendo extremamente intolerantes de visão e mente curta" [f.m]
ResponderEliminara história repete-se.
beijo-te,
"(...) um épico a recuperar um tema tabu, sobretudo para o Sul da América. Violência ficcionada - leia-se: para entreter -, a partir de violência real - leia-se: para incomodar, questionar, provocar, fazer pensar num tema varrido quanto possível para debaixo do tapete das consciências.
Eliminar(...)
Não queiram culpar os filmes pela violência real, viria a dizer o realizador, dias mais tarde, quando uma gaguejante locutora de rádio lhe perguntava quanto teria sentido o peso do massacre naquela escola de Connecticut, sabendo do sangue que andava pelo seu filme. Peso nenhum, respondeu o realizador. Ela, a menina da rádio, porta-voz de um puritanismo público, insistiu, ainda mais titubeante. Ele, o realizador, arrumou a questão: falar dos filmes numa altura destas é, antes de mais, um desrespeito para com as vítimas e as famílias das vítimas do massacre. O que está em causa, acrescentava, não é o cinema, mas a legalização das armas e a doença mental."
Isabel Lucas, in Disparar sobre o pecado da América - jornal Público, 11/01/2013
É responsabilidade dos vivos deste tempo fazer, decidir, mudar, para que a História não se repita.
Beijo-te,