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03/04/17

© Vivian Maier 

Agora penso. Porque fazemos nós alguma ideia de como a felicidade e a infelicidade são distribuídas? Elas surgem no interior do humano, tal como bem pensa a maioria das pessoas no nosso tempo racional, e somos nós mesmos que criamos a nossa felicidade ou infelicidade, a questão é o que se entende por 'nós mesmos' num tempo assim - se não é apenas uma concentração de células que concretizam um código genético e que é modificado por experiências, que são activadas ou desactivadas por pequenas tempestades electroquímicas, de maneira que algo determinado seja sentido, pensado, dito, feito? E que as consequências exteriores disto criam uma nova tempestade interior, e uma subsequente série de sentimentos, pensamentos, verbalizações, gestos? 

Karl Ove knausgård, in No Outono

14/08/15

© Vivian Maier | Lovers, Coney Island, 1955


O que em tempos foi o futuro é agora o passado, mas o passado volta como uma memória presente, é aqui e agora no tempo de escrever. Mais uma vez, estou a escrever-me a mim mesma noutro lugar. Nada impede que isso aconteça, pois não?

Siri Hustvedt, in Verão sem homens

06/08/15

© Vivian Maier 



...há um nome que se prolonga sem resposta: assim começa o exílio...

Rui Nunes, in Armadilha

04/03/15

© Vivian Maier 


Finding Vivian Maier is the critically acclaimed documentary about a mysterious nanny, who secretly took over 100,000 photographs that were hidden in storage lockers and, discovered decades later, is now among the 20th century’s greatest photographers. Directed by John Maloof and Charlie Siskel, Maier’s strange and riveting life and art are revealed through never before seen photographs, films, and interviews with dozens who thought they knew her.

Mais aqui.

26/02/15

© Vivian Maier

"gosto da forma como te olhas no espelho, como um médico inclinado sobre o paciente, sem nenhuma ansiedade mas uma sombra aflorando na expressão, a descoberta sempre de algo que virá a ser grave, aplicas o creme, apertas os lábios, cumprimentas os sinais e adivinhas-lhes ecos, essa metamorfose ridícula, só tu sabes como estás velha, mais bela do que nunca, paciente, é a tua vez de jogar, sentas a morte e até já lhe contas histórias, doseias a luz, serves o chá, fazes algumas sugestões, tens essa tua lista delicada, uma gente que está claramente a mais, gosto da forma como bailas nestes pequenos rituais, como se cada gesto se dependurasse de uma nota soando perfeitamente, caindo na seguinte, fazes-me acreditar que muito depende disto, que o dia não começa nem acaba sem que te assomes ao espelho e lhe ofereças algumas coordenadas"

Diogo Vaz Pinto, in O Melhor Amigo

03/05/14

Enfim, não sabes em que é que eu pensava...

© Vivian Maier 


"...secretamente, quando estava nos teus braços."

Jean Genet