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10/01/14

© Jacques Henri Lartigue


Riso, n. Uma convulsão interior, que produz uma distorção da expressão facial e que é acompanhada por sons desarticulados. É contagioso e, embora intermitente, incurável.

Ambrose Bierce, in Dicionário do Diabo

10/07/13

© Jacques Henri Lartigue

"O equilíbrio das palavras entre si é o equilíbrio dos momentos entre si." 

Sophia Mello Breyner Andresen, in Arte Poética II

03/07/13

do tempo

© Jacques Henri Lartigue | J.H. Lartigue e Richard Avedon


"os primeiros seres da terra a terem consciência do tempo também foram os primeiros a saber sorrir." 


Vladimir Nabokov, in Na outra margem da memória

26/06/13

© Jacques Henri Lartigue

Imaginei muitas vezes que os olhares
sobrevivem ao acto de ver

Valerio Magrelli 

15/06/13

© Jacques Henri Lartigue

"...gosto das palavras que sabem a terra, a água, aos frutos de fogo do verão, aos barcos no vento; gosto das palavras lisas como seixos, rugosas como pão de centeio. Palavras que cheiram a feno e a poeira, a barro e a limão, a resina e a sol." 

Eugénio de Andrade, in Ensaios reunidos de Luís Miguel Nava

13/06/13

© Jacques Henri Lartigue
© Jacques Henri Lartigue
© Jacques Henri Lartigue

"duração dos
troncos e dos ramos, vida
contemporânea
das que passaram"


Gastão Cruz, in Observação do Verão

17/05/13

 © Jacques Henri Lartigue

“Pessimists are usually right and optimists are usually wrong but all the great changes have been accomplished by optimists." Thomas L. Friedman


in conferência "A invenção do Humano - (melhoramento humano)" proferida pelo Professor Alexandre Quintanilha, aqui.

02/04/13

© Jacques Henri Lartigue

J’aime passionnément à dire 
des vérités que d’autres n’osent pas 
 dire, et à remplir des devoirs que 
 d’autres n’osent pas remplir. 

Voltaire

26/03/13

© Jacques Henri Lartigue

Toca-me onde me dói e verás
uma flor a abrir-se lentamente
sobre a pele, a maravilha nunca
adivinhada de um mistério. Esta

é a tua vez de o desvendares -
paixão é uma palavra demasiado
antiga no meu corpo, já não sei a
última vez, a única vez. Toca-me

por isso devagar, não me lembro
da primavera que fez nascer a
doença sobre a ferida, não sinto
o recorte da cicatriz que o tempo

pousou nela. Agora chama-me ao
teu peito com as mãos, tal como a
chuva chama pelos narcisos sem

cessar, ano após ano; diz o meu
nome com os dedos a serem rios
que latejam no coração adormecido

de uma aldeia. Não me adivinhes -
lá, onde me doer, vou recordar-me

Maria do Rosário Pedreira

21/03/13



© Jacques Henri Lartigue, 1932


"Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração. E começaram a ver o mundo conjuntamente estabelecendo uma inseparável relação que perdurará para sempre. Poesia e homem criaram assim uma cúmplice e indissociável relação por todo o mundo, embora a História pouco se tenha disso apercebido. Hoje sabemos que haverá sempre seres humanos que a reconhecem pela substância do seu silêncio. Pelo tempo e lugar do seu rigor de ave de arribação. Pelo seu fulgor. Pelo seu perfume. Pela riqueza inesperada das suas sugestões. Com um pequeno gesto os poetas soltam o seu pólen que, levado pelas palavras vai eternamente fecundando os arcos da beleza que erguem o universo..." 
 
Manuel Hermínio Monteiro, in Rosa do Mundo: 2001 Poemas para o Futuro  

01/03/13

© Jaques Henri Lartigue

ao levantar-se, eis o grande acontecimento
do dia, sua alegria assim que desperta.

Umberto Saba 

06/02/13

 © Jacques Henri Lartigue

Amo os primeiros momentos da manhã
aqueles momentos que ainda ninguém usou
tão limpos
que deves lavar os pés antes de os habitares
aqueles momentos que cheiram como pétalas de rosa e erva cortada
e encharcam a tua roupa com orvalho

...
Amo os primeiros momentos da manhã
quando o sol tem um só olho aberto
e o dia é como uma camisa lavada
sem vincos e pronta a usar
aqueles momentos que prendem a tua atenção
por serem tão sossegados


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