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03/07/17

Porque continuam os homens a escrever poesia?

© Jim Jarmusch | Paterson, 2016

E porque continuam outros homens, desrazoavelmente, a escutá-la?

A poesia não tem respostas (às vezes, pobre dela, nem perguntas...), não oferece nada, consolo, não promete coisa nenhuma. É apenas um fio desprovido e solitário, vindo de lugares antiquíssimos dentro dos homens e persistindo obstinadamente no meio da vozearia do comércio e da gritaria dos media. Que haja quem continue à escuta dessa longínqua voz pode significar que talvez haja esperança e que talvez, afinal, não sejamos inteiramente miseráveis.

Manuel António Pina, in Por outras palavras

21/03/17

© Maria | Fundação Calouste Gulbenkian, 2017

"Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração. E começaram a ver o mundo conjuntamente estabelecendo uma inseparável relação que perdurará para sempre. Poesia e homem criaram assim uma cúmplice e indissociável relação por todo o mundo, embora a História pouco se tenha disso apercebido. Hoje sabemos que haverá sempre seres humanos que a reconhecem pela substância do seu silêncio. Pelo tempo e lugar do seu rigor de ave de arribação. Pelo seu fulgor. Pelo seu perfume. Pela riqueza inesperada das suas sugestões. Com um pequeno gesto os poetas soltam o seu pólen que, levado pelas palavras vai eternamente fecundando os arcos da beleza que erguem o universo..." 
 
Manuel Hermínio Monteiro, in Rosa do Mundo: 2001 Poemas para o Futuro  

21/03/15

© Karine Léger

Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do Homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração. E começaram a ver o mundo conjuntamente estabelecendo uma inseparável relação que perdurará para sempre. Poesia e Homem criaram assim uma cúmplice e indissociável relação por todo o mundo, embora a História pouco se tenha disso apercebido. Hoje sabemos que haverá sempre seres humanos que a reconhecem pela substância do seu silêncio. Pelo tempo e lugar do seu rigor de ave de arribação. Pelo seu fulgor. Pelo seu perfume. Pela riqueza inesperada das suas sugestões. Com um pequeno gesto os poetas soltam o seu pólen que, levado pelas palavras vai eternamente fecundando os arcos da beleza que erguem o universo...

Manuel Hermínio Monteiro, in Rosa do Mundo: 2001 Poemas para o Futuro  

21/03/13



© Jacques Henri Lartigue, 1932


"Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração. E começaram a ver o mundo conjuntamente estabelecendo uma inseparável relação que perdurará para sempre. Poesia e homem criaram assim uma cúmplice e indissociável relação por todo o mundo, embora a História pouco se tenha disso apercebido. Hoje sabemos que haverá sempre seres humanos que a reconhecem pela substância do seu silêncio. Pelo tempo e lugar do seu rigor de ave de arribação. Pelo seu fulgor. Pelo seu perfume. Pela riqueza inesperada das suas sugestões. Com um pequeno gesto os poetas soltam o seu pólen que, levado pelas palavras vai eternamente fecundando os arcos da beleza que erguem o universo..." 
 
Manuel Hermínio Monteiro, in Rosa do Mundo: 2001 Poemas para o Futuro  

05/01/13

©  Rodney Smith, 1997


"Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração. E começaram a ver o mundo conjuntamente estabelecendo uma inseparável relação que perdurará para sempre. Poesia e homem criaram assim uma cúmplice e indissociável relação por todo o mundo, embora a História pouco se tenha disso apercebido. Hoje sabemos que haverá sempre seres humanos que a reconhecem pela substância do seu silêncio. Pelo tempo e lugar do seu rigor de ave de arribação. Pelo seu fulgor. Pelo seu perfume. Pela riqueza inesperada das suas sugestões. Com um pequeno gesto os poetas soltam o seu pólen que, levado pelas palavras vai eternamente fecundando os arcos da beleza que erguem o universo..." 

Manuel Hermínio Monteiro, in Rosa do Mundo: 2001 Poemas para o Futuro