"e
o ar dos fins de tarde no Verão sobre as pálpebras, tem de haver
pálpebras, tem de haver glóbulos, eles devem ter-me explicado, alguém me
deve ter explicado, como é, o olho, à janela, frente ao mar, frente à
terra, frente ao céu, à janela, exposto ao, no Verão, à tardinha,
abrindo-se, voltando a fechar-se... eu devo ter compreendido, devo ter
querido, devo ter querido o olho, para mim, devo ter experimentado,
experimentei... eles amam-se, uma pessoa ama as vezes que são precisas,
precisas para ser feliz... ela chora... chama-se a isso emoção, a força
que a emoção tem, com que então a emoção é isso... respira comigo..." Samuel Beckett in, o inominável