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19/10/14

13/10/13



"É assim que eu escrevo. Penso que escrevemos para o futuro, evidentemente, mas escrevemos para o nosso tempo. E o que escrevemos tem de ser o momento que escrevemos." 



Jorge de Sena, in Entrevistas 1958-1978

25/04/13

Jorge de Sena


Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
Desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença

E sempre a verdade vença,
Qual será ser livre aqui,
Não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
É quase um crime viver.

Mas embora escondam tudo
E me queiram cego e mudo,
Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade. 


Jorge de Sena

03/11/12

io, este poema é para ti.

© Jorge F. Marques | Izumi Ueda Yuu, 2012



Uma pequenina luz bruxuleante e muda 

como a exactidão como a firmeza 

como a justiça. 
Apenas como elas. 
Mas brilha. 
Não na distância. Aqui 
no meio de nós. 
Brilha

Jorge de Sena

[este poema é para ti]

07/09/12

Meu amor,

Barcelona, 2009


Como queiras, Amor, como tu queiras.
Entregue a ti, a tudo me abandono,
seguro e certo, num terror tranquilo.
A tudo quanto espero e quanto temo,
entregue a ti, Amor, eu me dedico.

Nada há que eu não conheça, que eu não saiba,
e nada, não, ainda há por que eu não espere
como de quem ser vida é ter destino.

Como tu queiras, meu Amor, como tu queiras.

Jorge de Sena

sem palavras

© Jindřich Štreit


"porque querias que soubesses, do fundo mais fundo e sem palavras, que estás para mim acima de tudo, ainda quando tudo e eu próprio pareçamos dizer o contrário. Isto que digo, digo-to para sempre.
Muitos, muitos beijos do
Jorge"

Jorge de Sena in,  Isto tudo que nos rodeia (Cartas de Amor)

dentro de nós

© Claude Lelouch, 1966

"Mais uma vez voltamos a esta inconsequência triste de alinhar equivalentes desasados e escritos do que não é para dizer-se, mas para viver-se lado a lado calmamente, quando puder ser calmamente. Paciência ainda, que é o que nem sempre temos tido e é tão difícil e idiota ter. Ainda bem que há, dentro de nós, tanto que sabemos ser tudo isso, e o que vai havendo cada vez mais.

Meu amor, muitos e muitos beijos, muitos do teu,
Jorge"
Jorge de Sena in,  Isto tudo que nos rodeia (Cartas de Amor)




06/09/12

isto tudo que nos rodeia

© Piano Magic | Ovations, 2009


"Escrever-me-ás, como eu agora te escrevo; mas o que dizemos já não tem nem precisa de resposta. Sem ti, sabes como fico, como não sei viver, mesmo para as mínimas coisas, que todas vêm de ti, são por ti ou para ti. Saudades, sinto-as outra vez, e não são já iguais às que sentia antes: tu me faltas, és uma parte de mim, que sempre o foi mas não como agora. Muitos beijos, muitos, demorados e longos do teu,
Jorge"

Jorge de Sena in,  Isto tudo que nos rodeia (Cartas de Amor)

19/05/11

Como queiras, Amor

© Maria | Porto, 2011


Como queiras, Amor, como tu queiras.
Entregue a ti, a tudo me abandono,
seguro e certo, num terror tranquilo.
A tudo quanto espero e quanto temo,
entregue a ti, Amor, eu me dedico.

Nada há que eu não conheça, que eu não saiba,
e nada, não, ainda há por que eu não espere
como de quem ser vida é ter destino.

Como tu queiras, meu Amor, como tu queiras.

Jorge de Sena