“(...) as pupilas dilatam-se e há amor no olhar. Não o amor que se sente pelo trabalho ou por uma amante ou não importa qual fogueira de paixão que a maioria de nós escolhe para dizer que ama. É o amor que lemos nos olhos das pessoas de idade casadas e felizes juntas há dezenas e dezenas de anos, ou naqueles crentes de tal maneira crentes ao ponto de dedicarem a sua existência à fé: um amor que se mede naquilo que custou, no que foi preciso renunciar por ele. Que tenha havido uma ‘escolha’ ou não deixa de ter importância… é precisamente a renúncia a si mesmo e ao poder de escolher que dá forma a esse amor.” David Foster Wallace in, DF Wallace enquanto experiência religiosa por Rui Catalão