19/11/12

o tempo que resta...

© Elia Suleiman | O Tempo que resta, 2009


David Grossman: (...) De momento, identifico dois problemas principais: o primeiro é a nossa relação com os palestinianos que se encontra num impasse muito bizarro. Há a ilusão de que nada acontece; parece que os palestinianos estão, de certo modo, a colaborar com a ocupação israelita, mas não há diálogo entre nós e os palestinianos. Israel continua a expandir os colonatos nos territórios ocupados - ainda recentemente foi construída uma universidade [no colonato de Ariel], o que é perturbador. O segundo problema é a situação económica, que é também um mistério porque, por um lado, Israel tem uma economia que prospera e escapou à crise mundial, e, no entanto, há tantas pessoas em Israel que são pobres e não têm meios de sustento; e as pessoas não estão a ver a relação entre a pobreza e o gigantesco investimento que é feito na colonização dos territórios ocupados. Israel comporta-se como um lunático que, ignorando o perigo, caminha à beira de um telhado e aqui adormece, sem saber como vai despertar." 
in, jornal Público, 2012

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