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23/04/16

Os Espacialistas | O Palácio vai nú, 2016 

...
de um mundo indiscutível e inexplicado
de um mundo sem bem-viver mas cheio de alegria de viver
de um mundo sóbrio e ébrio
de um mundo triste e alegre
terno e cruel
real e surreal
aterrorizante e divertido
nocturno e diurno
vulgar e insólito
belo como tudo.

Jacques Prévert

12/01/16

© Os Espacialistas | Casa re/parada, 2016

...
o olhar que distende o movimento da mão conduz
à casa a casa a casa a casa
a conciliação dos trabalhos da mão
com o perfume do silêncio

então, antevejo:
o poema é a mão que corrige o olho,
que antecipa a eternidade

sou o caminho dessa mão
que antevê o cálculo
do marinheiro que manobra
o astrolábio da canção

essa mão é todo o corpo do poema
...

Luís Felício

06/01/16

© Os Espacialistas | Malha de ar quente, 2016


Palavras? Sim, de ar,
e no ar perdidas.
Deixa-me perder entre palavras,
deixa-me ser o ar nuns lábios,
um sopro vagabundo sem contornos
que o ar desvanece.

Também a luz em si mesma se perde.


Octavio Paz

30/10/14

© John Koch

Dançar é interferir não apenas na força da gravidade comum, mas em todas as forças que puxam para baixo; o leve é aquilo que se afasta da terra, das leis habituais, da monotonia obediente; dançar não elimina definitivamente as leis, é claro, mas como que as elimina temporariamente. A Física esconde-se; e atiradas certas leis pesadas para debaixo do tapete, eis que o Homem pode dançar: pode ser leve.

Gonçalo M Tavares, in Atlas do corpo e da imaginação - teorias, fragmentos e imagens

26/12/13

© Gonçalo M. Tavares & Os Espacialistas| Atlas do corpo e da imaginação, 2013

“A literatura é uma investigação que não termina”


30/11/13

atlas do corpo e da imaginação


Gonçalo M. Tavares & Os Espacialistas


O Corpo no Método, O Corpo no Mundo, O Corpo no Corpo, O Corpo na Imaginação