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22/03/14

I believed that I wanted to be a poet

© Fernando | Évora, 2013


but deep down I wanted to be a poem.

Jaime Gil de Biedma

by 

Enrique Vila-Matas in Bartleby & Co.

01/01/14

Em quem pensar, agora, senão em ti

© Fernando | auto-retrato

"É isso que é o amor. Não há nenhuma resposta clara para isso. Quando se reconhece que há alguém mais importante que nós, decidimos, se pudermos, ligar as duas vidas uma à outra. (...) Há um ponto em que a razão expira, em que as opções deixam de ser racionais. Devemos usar a razão, mas não para além do ponto em que ela perde o sentido. E claro, um casamento ou uma relação entre pessoas, obriga-nos a pensar muitas coisas. Mas chega a altura em que todas as razões pró e contra se esgotaram e só nessa altura nos rendemos à vida e ela se torna uma coisa de suprema importância, mas é a vida de um ser consciente de si próprio, não apenas um animal. (...) Ter este sentimento para com outra pessoa e estarem ambos preparados para isto, já é automaticamente viver acima dessa rotina quotidiana, sair dela e experimentar algo sublime."

Roger Scruton, in O Belo e a Consolação

28/12/13

© Fernando 


And it’s off in a cab to Brasileira, the cafe in Chiado
Where Fernando Pessoa spent so much time writing his immortal
Multiple-personality-disorder poems,
Now called Dissociated Identity Disorder.


Frederick Seidel, in Nice Weather

10/12/13

Estava frio

© Fernando | Alentejo, 2013 

"Li algures que nas regiões boreais, quando chega o inverno, a congelação da superfície dos lagos ocorre por vezes de uma forma súbita, como um golpe de sorte que cristaliza o frio, uma pedra atirada à água, um peixe que salta fora dela e ao cair um segundo depois é apanhado na lisura do gelo." Fernando 

04/12/13

© Fernando | Alentejo, 2013


E não há Inverno, se vires, não há Verão,
há só febre dentro das costelas, imenso azul
e palavras a despirem-se na boca.

Sándor Csoóri

25/11/13

© Fernando | Autumn so well done, 2013

"Há dias em que até o cronista mais cínico se reconcilia com o mundo. O mundo é o mesmo, as pessoas são as mesmas, a existência não deixou de ser a tragédia absurda de sempre. Porém, de súbito, no meio do Inverno, o Sol rompe gloriosamente entre as ramagens descarnadas das árvores, o céu é alto e limpo, a luz quase magoa, de tão branca, e então, insensatamente, tudo, mundo e existência, parece fazer sentido.
Talvez, quem sabe?, o coração precise de mais um pretexto para repousar por um momento da desesperança e os olhos para se abrirem para o calor das coisas e para a alegria. Mas em dias assim dir-se-ia que tudo se conjuga numa imensa conspiração contra o cepticismo."


Manuel António Pina, in Por outras palavras

18/11/13

© Fernando | Verão, 2010


"Não somos simples, como os nossos amigos gostariam que fôssemos para irmos de encontro da necessidade que têm de nós. E, no entanto, o amor é simples." 

Virginia Woolf, in As ondas

12/11/13

sou eu quem chama

© Fernando | Évora, 2013

"A casa agora é feita d'ângulos agudos,
de perguntas, de poços descobertos,
e nós perdemo-nos por dentro d'outros mundos
por portas que se abriram para dentro.

O meu coração repousa
na cave no meio da minha vida
e eu vagueio lá fora entre os sentidos.
Sou eu quem chama, não me ouves bater?"

Manuel António Pina

31/07/13

© Fernando | Julho, 2013


"Perdoem-me os que
ainda esperam por mim. Não sei se volto."

Maria do Rosário Pedreira, in Poesia reunida

04/07/13

em dias assim

 NosajThing | Eclipse/Blue


"Mas em dias assim dir-se-ia que tudo se conjuga numa imensa conspiração contra o cepticismo." 

Manuel António Pina, in Por outras palavras

da memória

© Fernando | Junho, 2013

o que fica da memória é um olho a piscar

o que fica da memória
gene que sobrevive ao tempo momento único de uma década
sem testemunhas
certa frase entrecortada
perdura
gesto sobreposto em camadas de tempo
...
estava ali desde sempre
e nós em paz porque existia
silencioso
atento
era um ramo pousado no ombro do tempo
...

Rosa Oliveira, in Cinzas

27/06/13

© Fernando | Junho, 2013

Até que a luz me trespasse
e dobre o tempo.

Tomas Tranströmer

26/06/13

© Fernando | Junho, 2013

"O grande mistério não é o universo."

in, O belo e a consolação - Edward Witten
aqui.

25/06/13

© Fernando | Junho, 2013

"(...) sim, sempre com a minha mão no teu ombro, agarrados um ao outro, apoiando-nos um ao outro, fugimos, como dois amantes solitários e desesperados neste universo aterrador e cheio de fealdade, que só o amor permite enfrentar, e pronto, deixamos tudo para trás de nós, caminhamos sob as árvores, pelas ruas vazias, silenciosas e melancólicas, olhamos para as luzes coloridas dos restaurantes e dos cafés, ao longe, e falamos, com um entendimento mútuo vindo do fundo do coração, como dois apaixonados de quem o mundo inveja não só o amor mas também a profunda amizade (...)".

Orhan Pamuk, in A casa do silêncio

24/06/13

© Maria | Junho, 2013
© Maria | Junho, 2013



"sabe-se que
diante do mar, todos os caminhos levam ao silêncio"

Luís Felício

23/06/13

© Maria | Junho, 2013
© Maria | Junho, 2013

...
Sou eu que caminho para ti,
diz a mulher.
...


Jaime Rocha

22/06/13


© Maria | Junho, 2013


És aquele que procuro... (como se fora um sonho),
Tenho a certeza que, nalguma parte, alegremente, vivi contigo,
Recordo, ao nos cruzarmos, tudo, fluido, afectuoso, casto, calmo,

Comi contigo, dormi contigo, o teu corpo não ficou só teu, nem o meu corpo só meu.
Deste-me o prazer dos teus olhos, do rosto, da carne ao nos cruzarmos

Não me cumpre falar-te, eu sou quem existe para pensar em ti...
Eu sou quem deve esperar, seguro de voltar a encontrar-te,
Eu sou quem deve cuidar de te não perder para sempre.

Walt Whitman

31/05/13

© Fernando, 2010


"Era para ter morrido e afinal renasci."

Tiziano Terzani, in Disse-me um Adivinho