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12/05/15

© Charles Ray, 1973



"pensar num poeta é antes de mais pensar em três ou quatro imagens"

Luís Miguel Nava, in Ensaios reunidos

01/05/15

© Steven Pippin

«Uma das minhas obrigações mais pesadas é não advertir o cansaço que me oprime, o peso enorme de todos os deveres que me são e me foram impostos, não ceder minimamente à necessidade de um pouco de distracção que a minha mente afadigada de tempos a tempos reclama. A única que posso conceder-me, quando me sinto excessivamente vencido pelo cansaço causado por um trabalho a que me entrego há muito tempo, é entregar-me a um novo trabalho.»

Luigi Pirandello, in Contos Escolhidos

30/04/15

© Bernardo Martins | Giovano Anselmo, 2015


Tenta, tenta só
pôr asas numa pedra, tenta
seguir o rasto de um pássaro
no ar.

Hans Børli

15/04/15

© Michael Muller | David Lynch, 2013

Lynch doesn't see the merit in explaining his work to the masses.
"It limits it," Lynch said, when asked why he's reluctant to talk about his work in detail. "It stops people from intuiting and thinking on their own. Nothing should be added. Nothing should be subtracted. A film, a book, a painting— it’s done, and this is it. There’s a comfort when your ideas are realized. You’ve worked so that all the elements are working together and it feels complete and correct. Then you say it’s done. Then it goes out into the world but it doesn’t need any more explanation. It is what it is. In cinema, cinema is such a beautiful language—as soon as people finish a film, people want you to turn it into words. It's kind of a sadness—for me, the words are limiting. Whereas this language is the language that you love. The language of cinema. It's about love, is what it’s about."
Ideas come to Lynch like a TV in his mind.
When asked how he comes up with his ideas for his art, Lynch said, "It comes like on a TV in your mind. They’re beautiful gifts. Desiring an idea is like a bait on a hook. You can pull them in. If you catch an idea that you love, that’s a beautiful day. And you write it down. That idea might just be a fragment of the whole, but now you have even more bait. Thinking about that small fragment, that little fish, will bring in more. Pretty soon you might have a script. Or a chair, or a painting, or an idea for a painting. More often than not, small fragments. In the other room the puzzle is all together, but they keep flipping it one piece at a time." in Indiewire

20/01/15

love is an action

© Marina Abramovic 


Love didn’t happen to us. We’re in love because we each made the choice to be.

Mandy Len Catron, aqui.

29/12/14

© Miguel Branco | Untitled, Fimo clay, wood and wire, 2007

Agora és um animal que pensa
Amanhã um animal que dorme
Mas tens uma noite inteira para dormires do mesmo lado
Hoje és um dia que começa outra vez
Como se hoje pudesses plantar o dia que não acaba
Um animal que come a sombra diurna daquilo que é pensado
És um alimento
Agora és um alimento que dorme
Do mesmo lado da mão direita de quem colhe
Como se hoje pudesses plantar-te no que frutifica
E igualares-te no silêncio a uma pedra fechada
Uma pedra em sua natureza humilde de coisa que vive
Em seu mistério de coisa que sem sementes se propaga
Agora és um animal que se propaga no sono
Que pesa menos do que o sonho ou um pássaro
Um animal que se eleva em seu instinto de máquina
És agora uma máquina montada para a morte
Uma avaria dentro dela que lentamente desgasta.
E fabricas um homem que se afasta
Do mundo

Daniel Faria

27/11/14

© Martin Siegling | escultura de Onorato Toso


Que beleza Por um minuto
a morte

Raymond Carver

12/11/14

© Miguel Branco | untitled, 1997 (oil on wood)

Despe o casaco e os colãs. Deita-se na cama. Os dedos dos pés estão frios, a camisa de noite, a cama estão frias. Os olhos estão frios. Ouve o coração bater na almofada.

Herta Müller, in Já então a raposa era o caçador

04/11/14

© Martin WhatsonNew Street Art - Asakusa / Tokyo, Japan

Well, less is more...

19/10/14

17/10/14

A poética do espaço

© FJorge | Igreja do Menino Deus
© FJorge | Igreja do Menino Deus


e somos levados pela música sem dar por isso

15/10/14

© DGPC/José Paulo Ruas | Igreja do Menino Deus 

No próximo domingo, dia 19, a Orquestra Barroca do Amazonas interpretará obras de três compositores cujas vidas se cruzaram com Portugal. 

David Perez (1711-1778) nasceu e estudou em Nápoles. O seu percurso inclui dezenas de títulos operísticos e uma grande produção de música sacra feita sobretudo em Portugal, para onde se mudou em 1752, já famoso, contratado por Dom José para ser professor de música das infantas. De Lisboa influenciou a produção musical no ambiente luso-brasileiro e a música religiosa usada na Sé Patriarcal. No entanto, a sua música instrumental é pouco conhecida, por estar dispersa e mal catalogada. No domingo teremos a oportunidade de ouvir um dos dois concertos para flauta que sobreviveram ao tempo. O outro foi gravado pela OBA e pode ser ouvido no cd Dei Due Mondi de 2012.


© DGPC/José Paulo Ruas | Igreja do Menino Deus

José Palomino (1753-1810) espanhol de nascimento, veio para Lisboa aos 20 anos, para integrar a Orquestra da Real Câmara como primeiro violino, condição na qual actuou frequentemente em festas religiosas e também no Teatro da Rua dos Condes, cuja orquestra também dirigiu. Como compositor deixou música teatral, modinhas, e sobretudo música instrumental de elevada qualidade, como quintetos de cordas, concerto de cravo/pianoforte e o concerto para violino que vamos poder ouvir já no próximo domingo na Igreja do Menino Deus. 


© DGPC/José Paulo Ruas | Igreja do Menino Deus


José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) é um dos expoentes da música sacra brasileira, sendo hoje o mais conhecido compositor do seu período, talvez por ter sido aquele de quem mais tenham sobrevivido obras. A quase totalidade de sua produção é sacra destinada à Ordem do Carmo, à Catedral do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e viveu toda sua vida, e à Capela Real, para a qual foi apontado como Mestre de Capela à chegada da Família Real Portuguesa em 1808. 

A Orquestra Barroca do Amazonas interpretará dois motetos cujas partituras sobreviveram e que podem ter sido escritos para Joaquina Maria da Lapa, uma soprano virtuosa brasileira que esteve em Portugal, e que também actuou no Teatro de Manuel Luiz, Teatro Régio e Teatro São João (todos do Rio de Janeiro) e para quem José Maurício Nunes Garcia compôs expressamente algumas de suas obras marcantes. 

Aqui fica o convite para este concerto único.
Domingo 19 | Igreja do Menino Deus | 20h30.
E a entrada é livre!

06/10/14

Mais do que coisas para serem vistas,

© Maria | Setembro, 2014


"são asas para viajar, velas para vaguear e divagar, espelhos para atravessar." 

Octavio Paz, in Figuras e figurações

15/07/14

ele beijou-a

© Marina Abramovic e Ulay - Breathing In / Breathing Out 

"Também se podia falar de um roubo da respiração. Aliás, está é uma expressão utilizada para substituir o beijo: ele tomou-lhe a respiração, ele beijou-a." 

Gonçalo M Tavares, in Atlas do corpo e da imaginação - teorias, fragmentos e imagens

17/06/14

© Gerhard Richter 

"O único fenómeno estranho ao instinto de sobrevivência que manda em qualquer pessoa, animal ou anjo que exista, é o amor."  

Gonçalo M. Tavares

09/06/14

© Annette Messager | Mes Voeux, 1989

...
afinal a vida é relatável
é preciso é perder o medo de contar
o que se passa entre portas
onde se passa tudo o que deveras importa
e nalguns casos é só o que existe
pois a maioria dos humanos
teve só vida e pouca obra
mas ter  vida é uma imensidão de possibilidades
narradas ou não
...

Rosa Oliveira, in Cinza


Mais tons de cinza

24/05/14

uma e a mesma coisa.

Grand Palais | Bill Viola



"São várias as tribos que habitam a cidade. Entre elas há uma, talvez a mais insignificante de todas, constituída por poetas para quem poesia e salvação do mundo são uma e a mesma coisa."


Jorge Sousa Braga